Alô Alagoas

728x90

Lula sanciona lei que amplia atendimento a urgências cardiovasculares nas UPAs

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta 4ª feira (2.set.2026) o projeto que cria protocolos para atendimento de urgências cardiovasculares no SUS (Sistema Único de Saúde). A medida estabelece procedimentos para casos de infarto e AVC, incluindo o uso de medicamentos trombolíticos em UPAs (Unidades de Pronto Atendimento).

Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, Lula afirmou que a saúde deve ser tratada como investimento e defendeu que pacientes pobres tenham acesso ao mesmo atendimento oferecido aos mais ricos. “Quando a gente coloca o SAMU, a gente não tá gastando, a gente tá investindo na coisa mais sagrada do ser humano, que é salvar a vida”, declarou….

A lei é resultado do PL 5.972 de 2023. O texto determina a criação de protocolos de atendimento para urgências cardiovasculares no SUS, seguindo critérios de segurança definidos pelo Ministério da Saúde. Os trombolíticos são medicamentos usados para dissolver coágulos e restabelecer o fluxo sanguíneo. A aplicação poderá ser feita nas UPAs, conforme os protocolos que serão regulamentados pelo governo.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a medida será acompanhada por um grupo de trabalho formado pelo governo e por entidades médicas. O colegiado começa a atuar nesta 4ª feira e será responsável por definir diretrizes, protocolos e responsabilidades de Estados e municípios. Segundo Padilha, o governo também pretende atualizar as linhas de cuidado para infarto e AVC.

O cardiologista Roberto Kalil Filho, presidente do InCor (Conselho Diretor do Instituto do Coração), afirmou que a medida deve ampliar o acesso aos medicamentos e contribuir para a redução das mortes provocadas por doenças cardiovasculares. Kalil destacou a trajetória de políticas como o SAMU e as UPAs e disse que a nova legislação representa um avanço no atendimento de pacientes com infarto. “Esse é um dia histórico para a cardiologia do mundo, não só do Brasil”, declarou.

A médica Ludhmila Abrahão Hajjar, professora titular de Emergências do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, afirmou que a medida representa um avanço na reconstrução e na modernização do SUS. Segundo Ludhmila, a ampliação do acesso ao tratamento pode reduzir mortes e sequelas provocadas por infartos e AVCs. “A pessoa mais simples, que tem a menor condição financeira, tem a mesma chance de sobreviver daquela pessoa que pode pagar”, disse.

Fonte: poder360.com.br

728x90
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore